Manejo Sustentável de Florestas Fortemente Antropizadas
A Metodologia SubBosque consiste num conjunto de conhecimentos científicos de manejo sustentável da floresta amazônica, voltado para conciliar a recuperação da cobertura vegetal de áreas fortemente degradadas (antropizadas) da floresta com a viabilidade econômica e social do uso desses recursos.
Os estudos permitiram a ampliação do número de espécies manejadas, baseando-se em seus próprios ciclos de vida. Em outras palavras, o modelo de recuperação vegetal permite às árvores de todas as espécies se regenerarem em tal volume que atenda as demandas econômicas estabelecidas e, ao mesmo tempo, gerem excedentes que irão, no longo prazo, restaurar as características originais da floresta.
Nossa crença é que somente a harmonização da pesquisa científica com os fatores sócio-educativos-econômicos e dispositivos legais permitirá a recuperação das florestas, tanto na sua diversidade quanto nas áreas abrangidas.
Do ponto de vista da pesquisa científica ambiental, iniciamos pesquisas independentes na Amazônia Legal em 1995. A partir de 2005, em conjunto com cientistas e técnicos da EMBRAPA Oriental Norte, os trabalhos ganharam força. Além de diversas atividades científicas, esses anos de pesquisas foram organizados numa metodologia de manejo florestal sustentável, denominada SubBosque, por ter o foco de abordagem as espécies vegetais que ocupam a altura intermediária da floresta, abaixo do dossel.
Com a metodologia bem evoluída, iniciamos em 2015 a abordagem socio-educativa e econômica, usando como campo de estudo comunidades assentadas no Município de Dom Eliseu-Pará, onde a pesquisa se concentrou em conjunto com a ADECO, indústria de produtos madeireiros localizada no mesmo município.
O programa está vinculado ao Projeto de Manejo Florestal SubBosque II e ao Acordo de Cooperação Técnico-científica com a UEPA. A UEPA possui infraestrutura em laboratório, equipamento e corpo técnico especializado para desenvolver pesquisas ainda escassas na Amazônia. A parceira tem o objetivo de estudar essas espécies em diferentes linhas de pesquisa, desde o manejo florestal à produção industrial; aproximar os futuros engenheiros florestais à realidade do setor florestal; gerar conhecimento científico e tecnológico; e, garantir a manutenção da floresta em pé.
O Programa consiste da adoção de espécies que ocorrem nas florestas do Grupo Arboris, normalmente, por discentes de Eng. Florestal. A adoção considera uma cerimônia em campo pela qual o estudante identifica e avalia a árvore da sua espécie na floresta, se responsabilizando em pesquisar sobre a mesma.
O Adote está sob a coordenação do Prof. Madson Sousa, na unidade da UEPA/Paragominas-PA, mas tem a participação dos campos de Belém-PA e Marabá-PA (em fase de construção) na convergência de esforços e agregação de conhecimentos do corpo docente multidisciplinar do curso de engenharia florestal da universidade. Atualmente, apresenta 46 espécies adotadas com a participação de 67 estudantes.
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